Colegas da Sede participam de reunião com CAT e CTG para discutir momento crítico da classe e perspectivas de trabalho para melhorias

Nova metodologia da PR 2017 ainda segue em ajuste e deve ser divulgada em breve. Sobre a PR 2016, CAT disse estar trabalhando para divulgar com urgência o ICAT Zero. Confira detalhes e áudio na íntegra!

 

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Após diversas tentativas de contato com a Administração Fazendária para verificar a não divulgação dos novos parâmetros da PR no prazo, que deveria ter ocorrido nesta quarta-feira (15), o Sinafresp foi informado sobre um pedido do CAT, Luiz Cláudio R. Carvalho, e do CTG, Carlos Leony F. Cunha, para se reunir com a base da Sede nesta quinta-feira (16). Estiveram presentes o vice-presidente, Aron Rodrigues, e o diretor de assuntos jurídicos, José Márcio Rielli.

O CAT e o CTG iniciaram suas falas valorizando a interação entre os participantes, reforçando que estavam em um diálogo aberto entre AFRs. Abrindo o debate, Luiz Cláudio R. Carvalho ressaltou que a atual gestão é diferente e, com relação aos pleitos e negociações da carreira começou abordando a PR 2017. “Toda a sua forma, tirando a metodologia de cálculo, está mantida, como pagamento trimestral, extensão aos aposentados e o número de cotas. Há um esforço da nossa parte de antecipar o primeiro pagamento, para que seja feito antes de junho, e agora existe a garantia do pagamento em dia”, explicou.

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Ele completou informando que ela volta a ter aspecto qualitativo, metas de trabalho e indicadores que passam a compor o pagamento de 40% da PR, sendo que os outros 60% se enquadram em meta quantitativa, e que os novos parâmetros aumentará a segurança de recebimento. “São esses os ajustes que estão sendo feitos. Não conseguimos divulgar os novos parâmetros ontem, conforme acordado, mas estamos trabalhando muito, vários dias até às 21h30, estamos avançando e eles devem ser divulgados nos próximos dias”, afirmou.

No que diz respeito à PR 2016, Luiz Cláudio falou novamente sobre a decisão do governo, que ela não será paga, completando que está trabalhando para que o ICAT, que foi zero, seja publicado o quanto antes para que o Sinafresp tome as devidas providências.

Falando em conjunto, o coordenador da CTG, Carlos Leony F. Cunha, abordou os esforços de trabalho que serão necessários para uma nova Secretaria da Fazenda, lembrando sua trajetória como AFR. “O ano de 2016 foi muito complicado. Hoje, vejo muita gente nova aqui e isso é muito gratificante. É a possibilidade de construir efetivamente algo novo que não fizemos até agora. Se não fizermos isso já, eu temo por nós. Estamos passando crises gerais, não só econômica, é uma crise de Estado, a sociedade não quer mais este Estado atual”, completou.

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Aberto espaço para os colegas fazerem suas colocações, foi levantada a questão de que sem repor as perdas financeiras da classe será difícil trabalhar a motivação dos AFRs. Neste contexto, Luiz Cláudio ressaltou que hoje sua posição é justamente para encontrar formas de sair da crise. “Essa também é minha aflição. As pessoas estão endividadas, fizeram seus planos, projetaram seus sonhos em uma carreira de Estado, importante, base na máquina estatal. Um dos motivos de eu aceitar um cargo de gestão é ver o que consigo implementar com mais eficácia”, afirmou.

Foi reforçado também que a classe não deu a PR 2016 como perdida e Luiz Cláudio afirmou que, embora o ICAT tenha sido zero, isso não impede de serem criadas alternativas, isto é, outro tipo de ganho, mas que para isso acontecer é preciso estudos e análises.

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Além das perdas da carreira, outro ponto tratado com ênfase pelos colegas participantes foi a questão da confiança, momento no qual vários reforçaram que não acreditam mais nas promessas do governo. Dentro desse contexto, o diretor de assuntos jurídicos, José Márcio Rielli, realçou a importância da classe de se manter motivada. “Não vamos nos perder por estarmos desanimados. Eu peço a todos, não vamos nos desalinhar ou nos desagregar. O secretário da Fazenda vem e vai embora, o governo Alckmin também vai embora, nós ficaremos aqui, por isso a nossa luta é muito séria e deve prevalecer”, alertou.

O diálogo também foi marcado pelas discussões em relação às atribuições do AFR, melhorias e revisão de processos burocráticos, entre outras sugestões para que a categoria realmente seja valorizada pelo seu trabalho e sua relevância.

Disponibilizamos abaixo o áudio com a gravação completa da reunião, confira!