Depto. de Comunicação do Sinafresp realiza agenda positiva no DF

Assessoria de Imprensa do Fisco Paulista acompanhou in loco sessão sobre securitização no Senado e promoveu aproximação junto à grande imprensa

A equipe de comunicação externa e relações públicas do Sindicato dos Auditores da Receita de São Paulo esteve em Brasília nesta quinta-feira (24) para promover agenda positiva com veículos de comunicação no intuito de inserir o tema das operações da Companhia de Securitização do Estado de São Paulo (CPSEC) nas pautas da grande imprensa, com foco nos correspondentes em Brasília.

A ação aconteceu durante a audiência pública no Senado Federal que discutiu a securitização das dívidas e contou com a participação, entre outros, da ex-presidente do parlamento grego, Zoe Konstantopoulou, e da coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli, além do diretor de Assuntos Jurídicos do Sinafresp, José Márcio Rielli.

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Foto: José Márcio Rielli,  Zoe Konstantopoulou e Maria Lúcia Fattorelli

A ex-presidente do parlamento grego, responsável pela criação da Comissão da Verdade, criada para realizar a auditoria da dívida grega, Zoe Konstantopoulou, foi convidada para vir ao Brasil falar da situação da Grécia e modelos de recuperação da economia que já se mostraram desastrosos e estão sendo propostos para aplicação no Brasil.

Em meio aos debates, a equipe de comunicação esclareceu à imprensa o caso da CPSEC em São Paulo com exemplos notórios e concretos das ações encampadas pelo Fisco Paulista. Após a sessão, o diretor de assuntos jurídicos conversou com jornalistas responsáveis pela cobertura de temas relacionados à política e economia nacional, representados pelo jornal O Estado de São Paulo, portal Rede Brasil Atual, além do jornalista econômico, Luiz Nassif.

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O tema da audiência foi o Projeto de Lei do Senado 204 que trata da cessão de direitos creditórios entre estados e municípios, modelo já adotado no estado de São Paulo por meio da CPSEC. Nesse sentido, Rielli questionou os representantes da mesa utilizando-se do modelo da companhia em São Paulo. Argumentou que o Estado de São Paulo vendeu R$ 6 bilhões de debêntures e auferiu apenas R$ 2 bilhões. Questionou também a falta de transparência das operações no Estado de São Paulo, fazendo menção ao projeto de lei em discussão.

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Segundo Maria Lúcia Fattorelli, “o projeto PLS 204 pretende antecipar receitas tributárias para esferas de governo, mas o que está em jogo é um esquema de concentração no setor financeiro. É um esquema semelhante ao que quebrou a Grécia”, informou.

Crise Grega: A tragédia econômica da Grécia ocorreu quando o país, depois de entrar na União Europeia, passou a ter acesso a créditos financeiros. Enquanto outros países usaram os créditos para investimentos a médio e longo prazo, a Grécia investiu num estado de bem-estar social, criou despesas fixas e extrapolou as contas públicas. Segundo Zoe, o que aconteceu na Grécia será importado em um contexto diferente para o Brasil e já foi disseminado pela Europa.

Em 2010, o povo grego percebeu que o país estava prestes a entrar em bancarrota. Medidas como imposição de impostos, cortes no gasto público, tornaram-se um fardo, o que gerou uma grave crise econômica com aumento de 38% do desemprego e o fechamento de mais de 300 mil empresas entre 2012 e 2013. “Eu espero que o exemplo da Grécia sirva como exemplo para que o Brasil recuse imposições de soluções temporárias e gere ações em defesa da cidadania e democracia”, concluiu Zoe.

A Frente Parlamentar pela Auditoria da Dívida Pública prestou homenagem honrosa à ex-presidente do parlamento pela formatação e implementação da criação da Comissão da Verdade.