Perseguição a servidores dos fiscos se repete em diversos estados 

No Paraná, 75% dos auditores fiscais que ocupam cargos de direção pediram exoneração devido a problemas enfrentados

A perseguição às categorias dos fiscos tem sido recorrente em vários estados da federação, assim como na Receita Federal. Como se não bastasse os problemas salariais (como mostrou reportagem do Sinafresp da pág. 8 da edição 127 da revista Em Ação), os servidores enfrentam desrespeito, desvalorização de suas funções e perseguições.

Recentemente, 75% dos auditores fiscais que ocupam cargos de direção na Receita Estadual do Paraná pediram exoneração da função, fato inédito naquele estado, segundo o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita do Estado do Paraná (Sindafep).

Ontem (8), a entidade publicou uma nota intitulada “Crise na Receita Estadual”, em que esclarece sobre a entrega de cargos em massa.

O documento enumera os motivos que teriam levado às exonerações: postura e ações do secretário da Fazenda, que incluem manifestações que mancham a imagem do fisco e encaminhamento de forma política de assuntos de competência legal da Receita Estadual sem consulta e participação de seu corpo técnico. 

Chama atenção episódio relatado na nota de que houve a convocação de força policial sob alegação de “garantir a continuidade dos trabalhos” no órgão: “é injustificável, absurda e sem sentido, uma vez que os próprios servidores é que pediram exoneração, configurando verdadeira agressão aos servidores da Receita Estadual do Paraná e da SEFA como um todo, corroborando o costumeiro e já conhecido comportamento de desrespeito do secretário às instituições e aos servidores paranaenses”.

O Sindafep denuncia ainda a decisão do secretário da Fazenda, após o pedido de entrega dos cargos, “de retirar a gestão da Tecnologia da Informação da Receita Estadual, entregando a governança de dados estratégicos e sigilosos de contribuintes e cidadãos paranaenses para empresa terceirizada”. 

Leia na íntegra a nota do Sindafep.