• sábado , 25 fevereiro 2017

PLP 257/16 é aprovado sem “pacote de maldades” contra servidores públicos

Resultado é fruto da união entre os servidores e forte articulação política

A renegociação da dívida dos estados, que vai para sanção presidencial, foi aprovada ontem (20) na Câmara dos Deputados. Preservando a maior parte dos pontos, foram retiradas, no entanto, as contrapartidas propostas que afetavam diretamente o funcionalismo, como aumento da contribuição previdenciária paga pelos servidores, congelamento de aumentos e reajustes já concedidos e a suspensão de contratação de pessoal, ou seja, proibição de realização de novos concursos estaduais.

Considerada boa notícia para os servidores públicos, trata-se do resultado de um trabalho árduo de diversas categorias no decorrer do ano, inclusive dos AFRs. Em 2016 o Sinafresp encabeçou diversas mobilizações contra o PLP 257, convocando a classe toda a participar e mostrar que o projeto, com o “pacote de maldades”, prejudicaria servidores públicos e, principalmente, a população.

Além dos diversos atos, com manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes, em frente à Secretaria da Fazenda e diversos outros locais pelo estado, o Sinafresp também realizou um trabalho diferenciado com autoridades políticas em São Paulo e em Brasília.

Os deputados Carlos Giannazi, Major Olímpio e Arnaldo Faria de Sá, por exemplo, participaram de inúmeras mobilizações organizadas pelo Sinafresp, concederam entrevistas ao sindicato e realizaram diversos encontros com a diretoria no intuito de organizar e alinhar a luta contra o projeto. O presidente do Sinafresp, Alfredo Maranca, e a diretora Mônica Paim, também participaram ativamente dos movimentos em Brasília contra o projeto, fortalecendo ainda mais a imagem da categoria dos AFRs e estreitando o relacionamento com outras importantes entidades.

Embora o trabalho árduo realizado tenha trazido bons resultados, com aprovação do texto sem as contrapropostas, é importante seguir em alerta, pois o governador Geraldo Alckmin ainda pode investir, na esfera estadual, em alguma mudança para prejudicar os direitos dos servidores do estado de São Paulo.

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Diretoria, colegas e parlamentares aguardando uma das votações do PLP 257/2016 em Brasília, em março deste ano

 

 

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