Sinafresp reforça temas prioritários da carreira em reunião com o Secretário da Fazenda nesta quarta-feira

Em reunião para o sindicato voltar à mesa de negociação, diretoria se posiciona e cobra resolução urgente das melhorias remuneratórias

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Após o secretário da Fazenda ter suspendido o cronograma de reuniões de 2017 com o sindicato em razão da classe ter colocado fim à trégua e retomado as mobilizações, um novo encontro ocorreu nesta quarta-feira (12), haja vista que o CAT, Luiz Cláudio Rodrigues, e o CTG, Carlos Leony F. Cunha, pediram o retorno do sindicato à mesa de negociação. Participaram pelo Sinafresp o presidente, Alfredo Maranca, o vice-presidente, Aron Rodrigues, o secretário-geral, Glauco Honório, além do presidente da Afresp, Rodrigo Spada, e do diretor da associação, Denis Mângia.

Além do secretário da Fazenda e seus assessores, estiveram presentes o CAT e o CTG. O Sefaz permaneceu na sala durante todo o período e um dos seus assessores, Rodrigo Gouveia, se retirou na metade da reunião.

A pauta da reunião era fazer um comunicado ao Sinafresp e, chegando ao gabinete, o comunicado era a apresentação do planejamento estratégico, cujo objetivo é valorizar a carreira, conclamar os colegas para participarem de projetos, darem sugestão de melhorias para Fazenda, além de analisar a formatação para que os projetos sejam bem constituídos, mudando procedimentos e melhorando as atribuições dos AFRs.

O CAT informou que tem mais de 100 projetos em andamento e assim que forem adaptados aos objetivos apresentados eles serão divulgados, mas que ainda continua solicitando aos colegas que tragam mais ideias e projetos para renovar os procedimentos fazendários.

Porém, os diretores reforçaram os graves problemas que a classe vem enfrentando e que já são de conhecimento do Sefaz, inserindo o tema “remuneração” e pontuando que o planejamento estratégico é interessante e necessário, mas que a questão remuneratória é uma “trava” para que ele se efetive e que salário é prioridade nas discussões.

“Os colegas tiveram redução de salário e o gatilho sugerido anteriormente não resolve nenhum dos nossos problemas agora. Pensando na PEC5 valendo a partir do ano que vem, caso ela seja aprovada, é a PR que nos vai fazer sobreviver até lá”, reforçou Alfredo.

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O presidente do Sinafresp completou: “Nós tivemos que empobrecer, o que é uma experiência muito difícil”. Neste momento, um dos assessores de Hélcio retrucou que o Brasil teve que empobrecer e Rodrigo Spada, da Afresp, respondeu que a verdade não é essa: “Ninguém teve redução nominal de salário como nós”, afirmou.

Dentro desse contexto, o CAT se posicionou em relação ao que foi apresentado no âmbito da valorização da carreira, dizendo que é sim interessante, mas que hoje ele não tem a menor condição de chamar as pessoas a participarem e que elas virariam as costas para ele se esse convite fosse feito, levando em conta a situação atual de desmotivação da Secretaria da Fazenda.

Sobre a PR o secretário não quis passar valores e índices para não criar expectativas, mas disse que os índices qualitativos estão razoáveis e que os quantitativos “não é uma maravilha, mas não é um desastre”.

A reunião foi finalizada com as questões sindicais em aberto para serem retomadas em negociação com Hélcio Tokeshi, englobando especificamente PR e promoções atrasadas, além da valorização profissional da carreira. A nova reunião ainda será agendada.

Clique aqui para acessar o material apresentado ao Sinafresp.