Agentes fiscais de rendas fazem apelo ao vice-governador pelo atendimento ao pleito da categoria durante evento no interior

Rodrigo Garcia ouviu de Cristina Savino que a classe está mobilizada para dar início à Operação Padrão em decorrência das perdas salariais de 35% em média

Nesta terça (3), Rodrigo Garcia, vice-governador de São Paulo, conversou com um grupo de três agentes fiscais de rendas (AFRs), durante evento realizado em Campinas, interior do Estado de São Paulo. Ele visitou a cidade para participar do Seminário do “O Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo e da Região Metropolitana de Campinas”, organizado pelo grupo de líderes empresariais da cidade (Lide). 

Além de Cristina Savino, estiveram presentes – também convidados por Luís Yabiku, secretário municipal de Trabalho e Renda – os colegas Carlos Oliveira Viana e Geraldo Bocoli. No intervalo do evento, Savino pode conversar brevemente com Rodrigo Garcia, expondo para ele as perdas da categoria e a desesperança dos AFRs frente a essa situação. 

“Explicamos que as soluções temporárias estão com os dias contados pelo projeto de lei 6726 e que a categoria entrará  em forte mobilização, culminando com a Operação Padrão, pela recuperação dos vencimentos”, afirmou. Para os que não se recordam, o Projeto de Lei (PL) 6726/2016 está em tramitação na Câmara dos Deputados e trata da regulamentação do limite remuneratório dos servidores públicos, sendo que, após a sua aprovação, a maior parte das verbas extrateto não será juridicamente sustentável

A AFR fez questão de explicar a Garcia que muitos setores da economia do Estado serão afetados pela mobilização da categoria. Os que sofrerão impacto direto são: importação, crédito acumulado e IPVA, entre outros. Frente a esses argumentos, ele rebateu: “Afaste o problema que eu penso em uma solução”, referindo-se à Operação Padrão. 

Savino destacou ainda que, “após a aprovação  da PEC do Teto, que foi tirada pelo TJ, tivemos uma recuperação significativa da motivação da classe, com sensíveis reflexos na arrecadação. Mas houve nova queda, com o golpe do TJ que retirou PR”, esclareceu. Portanto, hoje, com 35% em média de perdas nominais, a categoria não vê  saída a não ser a mobilização.

Em razão desse cenário, a AFR ressaltou ao vice-governador que, por não ser um ano de eleições, este é o momento certo para viabilizar o subteto único, obtido via PEC. “Surpreenda os AFRs. Faça  diferente, faça melhor. Empenhe-se para o crescimento do Estado e construa o futuro de todos nós”, afirmou. 

Garcia falou que o governo tentou, por meio dos PLCs, atender a categoria, mas não conseguiu base de apoio na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). Por isso, os projetos que tramitavam na casa foram derrubados. 

A diretoria parabeniza os colegas pela iniciativa, que serve como referência para todos os AFRs que tiverem a oportunidade de realizar contatos políticos pelo encaminhamento dos pleitos da categoria.