Comunicados 20/02/2026 - 03:12

Câmara Municipal de Campinas aprova moção de protesto contra corte no orçamento de TI da Secretaria da Fazenda e Planejamento

A Câmara Municipal de Campinas aprovou ontem (19) a Moção nº 20/2026 de protesto contra a redução de 14% no orçamento destinado à Tecnologia da Informação da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo. Clique aqui e confira.

A iniciativa foi apresentada pelo vereador de Campinas, auditor fiscal da Receita Estadual e representante do Sinafresp, Luis Yabiku, que alertou para os riscos institucionais e fiscais decorrentes da diminuição dos investimentos em tecnologia em um momento estratégico para a administração tributária paulista. Confira o discurso:

Segundo Yabiku, o orçamento destinado à área de TI passou de R$ 450 milhões para R$ 390 milhões — uma queda abrupta justamente no contexto de implementação da Reforma Tributária, que exigirá sistemas mais robustos, integração tecnológica e ampliação da capacidade de controle e acompanhamento da arrecadação.

Em sua manifestação no plenário, o vereador destacou que a redução pode comprometer a modernização da Secretaria, ampliar riscos à arrecadação estadual, dificultar a identificação de fraudes, abrir espaço para sonegação e lavagem de dinheiro e impactar a segurança e continuidade dos sistemas atualmente em operação.

A moção também incorporou as preocupações manifestadas pelo Sinafresp quanto aos efeitos da redução orçamentária sobre a eficiência do trabalho fiscal e sobre a capacidade de inovação tecnológica da administração tributária paulista.

O texto aprovado solicita que o Governo do Estado revise o orçamento para 2026, recomponha os recursos destinados à área de TI e apresente plano e cronograma de investimentos compatíveis com as novas exigências impostas pelo cenário tributário nacional.

Aprovada por unanimidade, a moção será encaminhada ao secretário da Fazenda e Planejamento, Samuel Kinoshita, e aos demais órgãos competentes.

O Sinafresp acompanha com atenção o tema e reafirma que investimento em tecnologia não é despesa: é condição estruturante para garantir arrecadação, segurança fiscal e eficiência do Estado.

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