Grande ato unificado no predião entra para a história do Sinafresp
Neste histórico 25 de fevereiro de 2026, centenas de colegas, vindos de todas as regiões do Estado, lotaram o 5º andar da Secretaria da Fazenda e Planejamento em um ato unificado, firme e combativo, em defesa da valorização da carreira e contra o sucateamento da Administração Tributária paulista. Capital, interior e litoral estiveram juntos, demonstrando que a categoria está viva, organizada e preparada.
O presidente do Sinafresp, Devanir Zuliani, abriu o ato com um recado direto: “É muito representativo isso que está acontecendo aqui hoje. União, coesão, mostrar que nós estamos juntos, mostrar para o governo que nós não estamos mortos. E se for preciso partir para ações mais contundentes, diante do que vem por aí, diante do que está acontecendo em Brasília, nós temos essa capacidade e vamos fazer.”
A mobilização teve como eixos centrais o urgente espelhamento da Reforma Tributária na Constituição Estadual, a recomposição da verba de TI com investimento real na Administração Tributária, o diálogo sobre o atual sistema de teletrabalho, e o repúdio a qualquer ataque aos servidores públicos — seja em São Paulo ou em Brasília. Em ano eleitoral, discursos populistas tentam transformar servidores em bode expiatório. A categoria respondeu com presença, consciência e unidade.
A vice-presidente do Sinafresp, Michele Ferreira, destacou a dimensão do momento: “Esse é o maior ato unificado, em defesa da Secretaria da Fazenda, em defesa da administração tributária. O que nós estamos percebendo é um sucateamento gigante: redução na verba de TI, falta de projetos de capacitação, sem possibilidades de fazer reuniões em São Paulo... É nestes atos e com outras ações contundentes que nós vamos reafirmar: somos sim uma carreira de Estado, uma carreira forte.”
A diretora de Aposentados e Pensionistas, Marilene Marçal, alertou para o cenário nacional: “Brasília está fervendo. Estamos em ano eleitoral e quem ‘é o culpado de tudo nesse Brasil’? Servidores públicos. Estamos atentos a todos os movimentos contra a nossa carreira, o desmonte que está ocorrendo aqui na Secretaria da Fazenda e no Brasil o desmonte ao serviço público.”
A vice-presidente da Afresp e representante do Sinafresp, Monica Paim, reforçou o chamado à continuidade das mobilizações: “A gente tem muita coisa para ganhar, muita coisa pelo que lutar e a gente tem o risco de muita coisa a perder. Vamos manter esse movimento. Isso aqui é mais importante do que tudo que está acontecendo.”
A presidente do Conselho de Representantes do Sinafresp, Ligia Sabaraense, trouxe à pauta a situação da FDT: “A gente sabe que a situação da FDT não é a melhor de todas. Nós vamos receber 200 pessoas aqui, provavelmente 100 na área de TI e outros 100 têm grandes chances de ir para a FDT. Esse pessoal vai estar com o salário muito defasado.”
O diretor de Assuntos Jurídicos do Sinafresp, Jean Ferreira, foi categórico: “Não negociamos nenhum tipo de perda ou retrocesso. Nós somos merecedores de valorização. Nós somos responsáveis pela arrecadação. Simples assim. E como que nós vamos forçar isso? Como o que está acontecendo aqui hoje: união!”
O diretor de Comunicação da Afresp e representante do Sinafresp, Victor Lins, resumiu o sentimento da categoria: “Há sete meses o secretário da Fazenda não recebe quem trabalha para ele. Antes a gente estava pedindo, agora a gente está mostrando força e esse é o começo da negociação.”
O ato de hoje não foi apenas uma manifestação. Foi uma demonstração concreta de que a categoria compreende os riscos que estão colocados — para a estrutura da Secretaria, para a arrecadação, para a valorização profissional e para o futuro remuneratório.
Encerrando o ato, o presidente Devanir Zuliani deixou um alerta que ecoou no auditório: “Eles só vão dar passos mais significativos quando enxergarem isso aqui, quando enxergarem que nós estamos preparados para reagir. Se for preciso amanhã a gente ter ações mais contundentes, nós vamos ter sim. O futuro da categoria e o futuro do seu salário corre risco. Acorde enquanto é tempo!”
Hoje foi histórico. Mas não é ponto final — é ponto de partida.
A mobilização demonstrou que a categoria está disposta a lutar por seus direitos, por respeito e pela valorização da Administração Tributária. Essa mesma disposição será decisiva nas próximas ações.
Cada colega tem responsabilidade direta nesse processo: comparecer, participar e trazer outros consigo não é apenas gesto de apoio — é dever com a própria carreira.
Unidos, mostramos força.
Organizados, avançamos.
Mobilizados, conquistamos.

