Mensagem da diretora Mônica Paim aos AFRs trata sobre PEC 5 e últimos acontecimentos envolvendo a classe

Prezados colegas,

Tem muita coisa acontecendo, mas tem principalmente um desânimo generalizado de toda a classe pela falta de notícias, pela frustração da não proposta da SEFAZ, pela desinformação gerada em relação aos artigos críticos, que não adianta tentar explicar e, agora, com o comunicado a respeito do encontro do Deputado Campos Machado com o governador.

Reconhecemos e aceitamos as críticas da classe e tentaremos rapidamente mudar o ritmo e o rumo de algumas ações.

A sensação de derrota no final do semestre na ALESP ficou difícil de ser assimilada, mas continuamos em frente e realizamos uma AGE na qual 1180 colegas estavam unidos num mesmo objetivo: a PEC.

Pela primeira vez na história da classe alguns deputados aliados do governo, inclusive o líder, se juntaram ao Sefaz para tentar uma negociação junto ao governo para ser apresentada à classe. Infelizmente não foram convidados a participar da proposta final apresentada na semana passada, talvez para não ficarem comprometidos com a não viabilidade da mesma.

Enfim, a classe não acreditou e talvez tenha muitas razões para isso; na proposta de paralisar as mobilizações apenas para abrir uma futura negociação.

Bom, e agora o que mudou? Onde mudou? O que a classe espera? Tem 10 dias que tomamos uma decisão na AGE e não querem mais mobilizar? Cansaram da brincadeira? Não vai dar certo? Não teremos PEC?

Eu gostaria de entender melhor o que queremos?

Vamos desistir das mobilizações? Faremos uma AGEr para propor a retomada aos trabalhos? Vamos desistir da ALESP e entregar o jogo antes do final por medo de sermos derrotados? É isso mesmo???

O deputado Campos Machado falou diversas vezes que o assunto PEC 5 só seria tratado com o governador se ele tocasse no assunto. Essa nunca foi a pauta dessa conversa e ele deixou  isso claro. No entanto, esperava por parte do governo algum tipo de pressão contrária e, nesse sentido, ficou feliz por ter sido respeitado, ou seja, o governo cuida do Palácio e ele cuida da ALESP.

Concordo que seria muito melhor se ele tivesse recebido o “de acordo” para pautar a PEC, mas não recebeu ou, se recebeu, nunca saberemos, ou alguém acredita que ele teria falado?

Mas vamos aos fatos, porque gosto de fatos e não de ilações.

Desde o início do recesso estivemos mais de 5 vezes com o Campos, num desses encontros inclusive, como já relatado, com o CAT adjunto e DEAT .

Depois disso já estiveram com ele, o Deputado Vaz de Lima e ontem fomos informados por sua assessora que o Sefaz tinha agendado um encontro com ele.

Até os verdinhos e amarelinhos estavam lá com seu representantes para reclamar que nossa presença na ALESP tem dificultado o andamento o PL 874 da associação comercial. Ou seja, continuamos incomodando até mesmo durante o recesso.

Estivemos também com o deputado e líder do governo Barros Munhoz que, ao ler a proposta do nosso Sefaz, comentou “trágica” e disse que não tinha conhecimento do seu teor, pois foi afastado da última reunião por ter defendido uma PEC para a classe (Outra PEC!). Disse ainda que esteve no palácio na sexta após o encontro e disse estar muito otimista com as mudanças sobre esse assunto no governo.

Bom, vamos ser muito realistas e acreditar que todos esses acontecimentos são papo de deputados espertos, mas muita coisa aconteceu nesse recesso.

Até o momento o que o Campos falou está sendo cumprido, exceto com a questão de ter sido pautada antes do recesso. E, ao contrário do que muitos dizem, ele não votou no PL 57 e 253 mantendo sua coerência. É só verificar a votação desses projetos no site da Alesp para confirmar. Pois bem, ele já falou inclusive no vídeo da AGE que o prazo para judicializar essa pauta é a segunda quinzena de agosto. Já avisou também que pode ser bom ou ruim, mas isso tem que ter uma conclusão. Ou ela será pautada e conseguimos que seja aprovada ou ela será pautada e rejeitada.

E aí sim terminamos e encerramos esse capítulo, mas peço aos colegas que analisem bem se vale a pena desistir antes do jogo terminar e perto do seu final.

Ninguém disse que seria fácil!

Mas vamos terminar esse jogo e sair dele melhor do que entramos. Pela primeira vez temos um objetivo comum da classe que é a PEC 5. Não sei bem se temos plano B e qual seria ele e não concordo em jogar fora esse trabalho e essa conquista que foi a ALESP.

Temos uma agenda da CT política para terça e quarta da semana que vem!

Espero todos na ALESP!

Até lá!

Mônica Paim